LUIS LOUIS

MÍMICA TOTAL & ARTES DO CORPO

Jacques Copeau e a Ecole du Vieux Colombier: em busca de um ator-criador.

 

No livro The Structure Of Scientific Revolutions, Thomas Kuhn (1970) faz uma análise científica sobre os paradigmas da natureza das revoluções e de quem as fez. Kuhn diz que as pessoas educadas e envolvidas em velhos paradigmas são impossibilitadas de se distanciarem delas mesmas o suficiente para poderem enxergar seus defeitos e suas inconsistências. Devido a isso, o amador, o não-especialista ou o excluído, são sempre os que conseguem incorporar as informações e as necessidades sob uma nova perspectiva do mundo. Jacques Copeau é um desses exemplos, pois dentro do contexto teatral francês era, sem dúvida, um excluído.

A Mímica e a Pantomima.

 

 

Ainda hoje, quando pensamos na arte da Mímica, imaginamos o personagem mudo, de rosto pintado de branco, com luvas brancas, fazendo gestos ilustrativos criando objetos imaginários no espaço. Mas isso é mesmo Mímica? E o que é Pantomima? O mímico fala?

Não só no Brasil, como também em várias partes do mundo, surgem muitas confusões ao se tentar responder essas perguntas.

Embora o foco deste trabalho esteja no movimento da Mímica do século XX e XXI e mais especificamente, no Teatro Físico, nome dado à Mímica Contemporânea, é necessário, logo de início, fazer uma diferenciação entre a Mímica e a Pantomima. Freqüentemente são confundidas como sinônimas, mas apresentam diferenças importantes entre elas.